Aulas para grupos, palestras para empresas, carta de vinhos e treinamento para restaurantes e lojas. Elaboração de cardápios para harmonização enogastronômica. Coordenação de eventos: degustação de vinhos, serviço do vinho, feiras e jantares harmonizados.

19 de janeiro de 2009

Brasil-Santa Catarina

Olá Pessoal,

Vamos falar de uma região que infelizmente esteve muito na mídia por causa das chuvas e dos alagamentos, Santa Catarina. É representada por três regiões produtoras: Região de São Joaquim, Região de Caçador e Região de Campos Novos. Essas regiões representam 300 hectares implantados de uvas vitis vinifera em altitudes que variam de 900 a 1400 m.

O conceito chave que é a garantia de qualidade do vinho produzido é o vinho de altitude. As uvas plantadas em altas altitudes desenvolvem maior quantidade de açúcar, aromas mais finos e delicados devido a sua maturação lenta proporcionada principalmente pelas baixas temperaturas.

Com relação às cepas predominantes nos vinhedo temos: a Cabernet Sauvignon, a Merlot, a Cabernet Franc, a Pinot Noir e a Sangiovese, entre as tintas e a Chadonnay e a Sauvignon Blanc, entre as brancas. A produção anual dos associados está em 500 mil garrafas, mas em três anos chegará a 2 milhões de garrafas. Algumas outras uvas estão em fase inicial de produção: Merlot, Pinot Noir, Cabernet Franc, Sangiovese, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Trincadeira e Malbec, entre outras.


A trajetória da vitivinicultura na Serra Catarinense iniciou quando a Epagri, empresa de pesquisa do Estado, constatou a adaptação de cultivares vitis viníferas na Região. Diante dos dados apresentados, no ano de 1999, instalou-se em São Joaquim, o primeiro empreendimento vitivinícola, objetivando exploração comercial de vinhos finos. No ano de 2000, outros empreendimentos iniciaram seus projetos e se sucederam até no decorrer da criação da Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude - Acavitis.

Hoje, são 32 empreendimentos na Região, divididos entre empreendimentos individuais e coletivos. A Acavitis, criada em 2005 tem por objetivo o de defender os interesses dos produtores de uvas e vinhos finos de altitude de Santa Catarina, dar subsídios às políticas públicas, viabilizar a qualificação e certificação dos produtos dos seus associados e conquistar novos mercados para o vinho de altitude catarinense.

O enoturismo é um segmento da atividade turística que se fundamenta na viagem motivada pela apreciação do aroma e sabor dos vinhos, da gastronomia e, da cultura e demais valores locais, o que induz a um forte elemento impulsionador do desenvolvimento. A idéia é aliar a cultura do vinho ao desenvolvimento turístico, atraindo assim visitantes para conhecerem um pouco mais sobre a produção da uva, bem como a elaboração do vinho e a degustação do mesmo, ressaltando sempre a questão da tipicidade, entre outros fatores, que são de suma importância para avaliar a qualidade de um vinho.

Alguns produtores associados

Quinta da Neve Vinhos Finos Ltda

Pinot Noir 2005 – Um Pinot Noir de incrível tipicidade varietal, um marco para a vinicultura brasileira. A tonalidade rubi de média intensidade traz reflexos intensos e vivos. Os aromas de clima frio remetem às frutas silvestres e à cereja, emolduradas por elegantes notas de carvalho francês. A boca é vibrante e harmônica, com taninos de trama muito fina que enaltecem a fruta e firmam a estrutura. Termina limpo e com ótima persistência. (Guilherme Corrêa – Sommelier)

Cabernet Sauvignon 2005 – Expressa fielmente o “terroir” de São Joaquim. Rubi intenso e luminoso com moderada consistência. O olfato é marcado pelas notas clássicas de Cabernet Sauvignon de mesoclima frio, com agradável ponta herbácea, pequenas frutas vermelhas frescas e estimulante caráter especiado. Os taninos são muito finos e maduros e a acidez aporta grande vivacidade ao equilíbrio deste vinho gastronômico. Boa persistência gusto-olfativa. (Guilherme Corrêa – Sommelier)

Quinta Santa Maria Produtos Agrícolas Ltda

Utopia 2006 – Vinho tinto de guarda que apresenta coloração vermelho púrpura intensa a qual denota sua jovialidade. Sua composição aromática é valorizada por apresentar nuances de aromas de frutas vermelhas como o cassis e a amora preta, mescladas com especiarias e marcadamente pelo aroma de tabaco complementado por pequenas notas de baunilha provenientes de sua estada em carvalho francês. Suas sensações gustativas estão baseadas na harmonia, entre o bom teor alcoólico e a acidez, mas é na estrutura de seus taninos finos, que lhe confere maciez e longevidade em boca. (Jean Pierre Rosier – Doutorado em Enologia)
Portento 2005 – Típico vinho fortificado, que utiliza a mesma tecnologia ancestral dos tradicionais vinhos do douro, sendo elaborado exclusivamente por casta Vitis vinífera e fortificado com álcool vínico de uvas da mesma espécie. Sua cor vermelho rubi, viva e brilhante, convida ao consumo imediato. A riqueza de aromas que mescla frutas frescas e especiarias, envolvidas pelos aromas típicos de madeira de carvalho europeu, se junta a pujança do álcool vínico que lhe reveste de força e potencializa as sensações. Sua apreciação gustativa se faz notar pela macieza dos taninos e doçura dos açúcares residuais, naturais das uvas que lhe deram origem, e a força em álcool se harmoniza com a acidez equilibrada. Produzido em São Joaquim, Santa Catarina, a 1300 metros de altitude, a produção das uvas em montanha, cultivadas em patamares, oferece a tradição e o prazer lusitano dos vinhos fortificados. (Jean Pierre Rosier e Nazário Santos)
Sanjo - Cooperativa Agrícola de São Joaquim

Nobrese - Vinho de coloração vermelho vivo, com aroma complexo e profundo, com suaves notas de cereja e amora, algo de baunilha mesclado com um agradável tostado. Em boca é saboroso e elegante, com taninos maduros, boa estrutura e final persistente. Graduação Alcoólica de 12,5%.

Núbio - Vinho de coloração vermelho violáceo, com aroma complexo e franco, donde se destacam frutas vermelhas maduras, café e tostado. Em boca possui taninos de boa concentração que outorgam caráter e estrutura que se complementa com um agradável frutado ao final. Graduação Alcoólica de 12,7%.

Núbio Rose - Vinho de coloração róseo acinzentada, com aroma de frutas silvestres, morango e cereja, mesclado com notas florais, Ao paladar é fresco e agradável, de boa persistência e agradável final frutado. Graduação Alcoólica de 14,0%.

Maestrale - Vinho distinto de coloração vermelho rubi, com aromas de frutas, pimentas negras, especiarias e baunilha. Ao paladar é um vinho de excelente concentração, integrado com a madeira de Carvalho francês, redondo e maduro, de taninos macios e agradável final. Graduação Alcoólica de 13,2%.
Pisani & Panceri

Merlot - Fermentação à temperaturas controladas,breve contato com o carvalhoe seis meses em garrafa. Coloração vermelho-rubi e límpido, apresenta aromas de frutas vermelhas, com interessante toque de café. No paladar, taninos macios, bom corpo, acidez equilibrada e ótima persistência.

Cabernet Sauvignon - Vinificado com longa maceração, passagem em barris de carvalho e sete meses de permanência na garrafa. Aspecto límpido, brilhante, apresenta coloração rubi intenso. Aromas lembram frutas silvestres, tabaco e baunilha. Na boca, boa carga tânica e ótimo volume, com toque de carvalho.

Chardonnay - Breve maceração, fermentação à baixa temperatura e curto estágio em madeira. Brilhante e de coloração amarelo-esverdeada, apresenta aromas predominantemente cítricos com sutil toque de carvalho, que lhe conferem interessante equilíbrio aromático. Na boca, marca por sua refrescância e grande permanência. Vinho surpreendente, jovial e agradável.
Grande Reserva Pisani Panceri Merlot - A safra 2004 apresentou ótimas condições para a produção de excelentes uvas. Vinho de longa maceração, temperatura controlada, amadurecimento em barricas novas de carvalho francês durante cinco meses, este Grande Reserva Merlot, descansa na garrafa desde novembro de 2004. Uma excelente seleção de cepas, cultivo em espaldeira, tecnologia, além do talento humano, garantem as qualidades únicas deste Terroir.

Grande Reserva Pisani Panceri Cabernet Sauvignon - Este vinho foi elaborado com uvas produzidas em nossos vinhedos situados na Serra do Marari a uma altitude média de 1200 m. Na sua vinificação destacamos a longa maceração e o amadurecimento, por 14 meses, em barricas de carvalho francês.De aspecto límpido e brilhante, apresenta coloração violeta intensa com leves toques de evolução. No nariz mostra grande complexidade com destaque para frutas maduras bem fundidas com a madeira. Com a evolução em copo aparecem notas de tabaco e especiarias. Na boca demonstra ótima estrutura e persistência. Os taninos firmes, porém maduros, aliados à acidez equilibrada e ao alto teor alcoólico conferem a este vinho grande potencial de guarda.As 10.000 garrafas deste vinho foram engarrafados no dia 13 de janeiro de 2006.

Espumante Brut Chardonnay - A cor amarelo-esverdeada, a espuma abundante e persistente e perlage de borbulhas finas, ativas e numerosas, caracterizam este clássico Brut, da variedade Chardonnay. O aroma revela sutilezas florais e frutadas em meio a especiarias e amêndoas. Paladar com acidez equilibrada, harmonia e persistência com toques de frutas cítricas.
Grappa - Bebida quente, obtida através da destilação do bagaço de uvas viníferas em alambiques de cobre. Límpida e incolor, produz lágrimas finas que descem lentamente pela parede da taça denotando a excelente qualidade do álcool. Aroma alcoólico bastante complexo, na boca é macia e redonda, de bom corpo, agradável. Muito difundida como digestivo após as refeições.
Villa Francioni Agro Negócios SA

Villa Francioni Chardonnay Lote I - É um “cuvée” das safras 2004 e 2005, integralmente elaborado a partir de uvas Chardonnay da fazenda da vinícola em Bom Retiro. Fermentado em barricas de carvalho francês, onde permaneceu por 8 meses, o vinho obteve uma complexidade surpreendente para uma vinícola iniciante. De cor amarelo intenso com reflexos dourados, o vinho tem notas de cacau, cravo e chocolate e também nuances de abacaxi, maçã e mel. ESGOTADO

Villa Francioni Sauvignon Blanc 2005 - É um vinho de personalidade, que se mantém fiel às características de fruta e frescor. Tem cor amarelo palha e graduação alcoólica de 14%. Não sofre a fermentação maloláctica, de modo a manter o frescor. A produção de apenas 500 garrafas já está esgotada. ESGOTADO

Villa Francioni Rosé 2005 - Foi elaborado a partir de 48% de Cabernet Sauvignon, 46% de Merlot, além de 4% de Pinot Noir e 2% de Malbec, oriundos da fazenda de Bom Retiro. De cor vermelho brilhante, apresenta aromas de frutas intensos e pouco mais de 13% de álcool. ESGOTADO

Joaquim 2004 – É o primeiro vinho tinto da Villa Francioni. Um assemblage de Cabernet Sauvignon e Merlot, Joaquim 2004 passou por um estágio de 8 meses em média em barricas de carvalho francês antes do engarrafamento. Um vinho sedutor e envolvente que nasceu para aguçar os sentidos.

Villa Francioni Rosé 2006 - Combina as variedades Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Malbec, Syrah, Sangiovese e Pinot Noir, em perfeita sintonia. Possui uma suave cor rósea, aromas intensos de frutas vermelhas maduras que, paradoxalmente, enfatizam delicadas notas florais. ESGOTADO

Villa Francioni Sauvignon Blanc 2006 - Uma evolução da safra de 2005, quando apenas 600 garrafas foram experimentalmente elaboradas. A maturidade dos vinhedos na safra deste ano resultou num vinho elegante, cujo toque cítrico e a acidez equilibrada garantem um agradável despertar dos sentidos. Aromas de pêssegos e delicadas notas de maracujá conduzem o apreciador a um duradouro e estruturado caminho de equilíbrio.

Villa Francioni Tinto 2004 - É uma verdadeira preciosidade da vinícola catarinense. Elaborado a partir das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec, ele possui aroma complexo, com notas de torrefação, café, frutas negras e tabaco. Um vinho que expressa potência e robustez, devidamente revestidas pelos taninos elegantes, porém enérgicos. O estágio de 12 meses em barris de carvalho francês contribuiu para esse cenário instigante. Após engarrafado, o Villa Francioni Tinto 2004 permaneceu 14 meses, na cave da vinícola, aguardando atingir o seu melhor equilíbrio.

Villa Francioni Chardonnay 2006 - É o sucessor do Chardonnay Lote I, que teve excelente aceitação no mercado. Elaborado a partir de uvas Chardonnay cultivadas nos vinhedos próprios de Bom Retiro e São Joaquim, o vinho passou por um estágio de onze meses em barricas diferentes do vinho anterior. Foram barricas de carvalho francês mais recomendadas para estagiar vinhos brancos, da toneleria François Freres, com capacidade para 228 litros, onde aconteceu todo o processo de fermentação, tanto alcoólica, quanto maloláctica, com batonage.
Villaggio Grando

Innominabile – O vinho Innominabile foi elaborado com Vitis vinífera colhidas no final de abril de 2005, em nossa fazenda, nos campos de Herciliópolis – SC. Em sua composição, optamos por um corte de cinco varietais que atingiram, em média, 22 Babo e 26 Brix. Descansaram em barricas de carvalho francês novas por 180 dias. Esta garrafa faz parted e um pequeno lote onde procuramos expressar nosso gosto pessoal e de nosso enólogo Dr. Jean Pierre Rosier. O vinho, mesmo já pronto para beber, estará no máximo de seu sabor dentro de alguns anos. Graduação alcoólica: 14%.

Chardonnay 2006 – O Chardonnay 2006 é um típico vinho de altitude, cujas uvas foram produzidas nos campos de Herciliópolis – SC. Graças à completa maturação das uvas exibe uma coloração amarelo claro com tons esverdeados, que prediz sua jovialidade e força aromática. Seus aromas são mareados por fortes nuances de flor de laranjeira e amêndoas que encantam e marcam presença. A harmonia gustativa se baseia em sua mineralidade, força em álcool e acidez equilibrada que lhe emprestam vitalidade e vivicidade. Graduação alcoólica: 12,8%.

Alceu Ranzi - Tenuta do Sol
Casal Piccoli
Cecílio Cândido Nunes
Fumio Hiragami
Humberto Brighenti
Ilson Castelo Branco
João Rogério de Souza Campos
Leônidas Corrêa Ferraz
Luis Vieceli
Marcus Aristóteles Zilli - Quinta Du Monte Verde
Masavel Agropecuária Ltda
Newton Stélio Fontanella
Quinta das Vinhas - Edson Ubaldo e Filhos
Quinta São Francisco
Telmo Inácio Palma de Souza
Vicente Vieceli
Videcar Ltda
Villaggio Bassetti
Vinhedos Terras Altas Ltda
Vinhos Iomerê Ltda
Vinicampos-Cooperativa de Produção e Processamento de Frutas do Planalto Sul Catarinense
Vinícola Panceri
Vinícola Pericó Ltda
Vinícola Santa Augusta Ltda
Vinícola Santo Emílio Ltda
Vinícola Suzin Ltda

12 de janeiro de 2009

Sim, é possivel produzir vinhos bons em qualquer lugar do mundo!

Olá pessoal,

Essa é uma pergunta do Gustavo Mansur que eu achei tão interessante que resolvi escrever um post para comentar: "Existem tantos outros fatores de solo e clima. Será que acreditar que podemos produzir grandes vinhos no clima quente do S. Francisco não é o mesmo que acreditar que dá pra produzir bom vinho em qualquer lugar?"...

Sim é possível produzir bons vinhos em qualquer lugar do mundo, isso é algo que eu e Michel Rolland acreditamos, pois atualmente temos tecnologia e pessoas muito criativas. Isso só é possível por uma série de fatores:

PS: Essa foto não é montagem, eu realmente conheci o homem, que é super simpático. Pena que o garçon é melhor servindo mesas do que tirando fotos... Kairo, vc é lindo, viu!
Novas técnicas de produção das uvas: uso de ventiladores para geadas, novas formas de condução das videiras, irrigação, "botrytis artificial", inversão de ciclo (colher no inverso).

Novas técnicas de clonagem de plantas, uvas resistentes a temperatura, uvas resistentes à certas pragas, uvas mais doces, umas menos ácidas, com maturação tardia, com maturação precoce.

Novas técnicas de produção de vinhos: liofilização para concentração de mostro, sangria de mostro, maceração carbônica, estabilização à frio, fermentação alcoólica a baixíssimas temperaturas, congelamento forçado, filtração com cerâmica.

Novas leveduras mais resistentes, que fermentam até 16 graus, ou a baixas temperaturas, que possuem melhor rendimento.

Não quero discutir estilos de vinho, pois existe o vinho que "Deus nos deu", o vinho de terroir e o vinho descrito acima, digamos tecnológico. Claro que são conceitos bem distintos e produtos bem distintos, o vinho "fruto da tecnologia" não tem nenhuma característica peculiar, todos são bem parecidos: muita fruta, taninos potentes e macios, acidez domada e nem sempre com alta persistência, daí tanto faz se é brasileiro, sul-africano, sueco, chinês, argentino... todos serão assim, mas isso não significa que não seja bom, é conceito do vinho estilo coca-cola, easy drink, sem surpresas.

Como também não existe a frase tal país não tem clima para a produção, pois se é quente e chuvoso, seleciona-se clones mais adaptados, ou como no caso de São Paulo, faz a inversão de ciclo e colhe-se no inverno que chove menos, usa-se uvas com maturação precoce. Se o clima é quente e a uva não desenvolve acidez, adiciona-se ácido cítrico, se o clima é frio e fica ácido demais, adiciona-se soda para abaixar a acidez, se o solo é rico demais planta-se outras culturas para competir com os nutrientes, se é plano demais, faz se a drenagem. Para tudo tem uma solução e se não tiver, com certeza alguém vai estudar sobre.

O único país que não conseguiu-se produzir vinho de qualidade, segundo o próprio Michel Rolland, foi na Índia, mais por questões culturais e financeiras do que tecnológicas e climáticas, pois lá a água é contaminada (a cólera é endêmica) e as pessoas não seguem noções básicas de higiene. Daí sairia muito caro para uma empresa fazer todo o tratamento de água e treinamento de funcionários, o que tornou o negócio inviável.
Clima e tecnologia são paradigmas que logo sairão de cena na produção de bons vinhos, eu acho que a grande barreira ainda será econômica, de mercado ede tradição, a famosa curva de aprendizado para os produtores, não dá para competir do zero com alguém que já está consolidado no mercado há tanto tempo, vide a tetrapak por exemplo, não tem concorrentes diretos e imaginem a quantidade de capital a ser investida para se conseguir todas as inovações que ela já fez, faz, ou fará, para se competir em igualdade????
Enfim, Gustavo obrigada pela dúvida, espero ter te elucidado um pouco, e não ter te deixado mais confuso ainda...
Bjos
Ivi

8 de janeiro de 2009

Brasil-Vale do São Francisco

Olá Pessoal,
Feliz 2009!!! Um brinde a todos!!!!

Nada melhor do que começar muito bem o ano com um orgulho nacional, a nossa menina dos olhos, o Vale do rio São Francisco, uma região que se localiza nos estados da Bahia e de Pernambuco.
Quando eu encontro os gringos nos eventos de vinho eles enlouquecem quando eu digo que no Brasil há produção de vinhos finos e bons, bem pertinho do Equador em latitudes baixas entre o paralelo 8º e 9º, contrariando tudo aquilo que a gente escuta por aí sobre as principais regiões produtoras estarem situadas entre os paralelos 30º e 50º de latitude norte e 30º e 45º de latitude sul.

E além disso o modo de produção é extremamente diferenciado, pois não há somente um ciclo por ano, pode-se dizer que há pelo menos 2,5 safras. Como isso acontece? O ciclo da vinha é controlado pela irrigação, nos outros países ocorre naturalmente com as estações do ano. Na primavera a vinha florece, no verão ela frutifica, no outono ela perde as folhas e no inverno ela hiberna. Como nesse país abençoado não há estações do ano muito bem definidas, o produtor pode "mandar" no ciclo da planta através do controle da quantidade de água, para a hibernação, por exemplo, basta cortar as folhas da planta e dar menos água.
Olhem essa foto que interessante: as áreas mais escuras e marrons são plantas em hibernação, as áreas verde claras são plantas na floração e as áreas verde escuras são as plantas em frutificação. Não é pra deixar os gringos loucos???? Que morram de inveja mesmo!!!!

Um breve histórico da Região
Anos 60
Cinzano com a produção de vinhos para vermute
Milvernes Cruz Lima e José Molina com a produção de uvas de mesa
Anos 70 - Ação Empresarial
Fazenda Milano e Mamoro Yamamoto com a produção de uvas de mesa.
Anos 80 - Produção Vinhos Finos - Quebra de um Paradigma e surgimento do vinho do sol
1982 - Implantação de Uvas Viníferas
1984 - Início da Produção de Vinhos Finos - parceria Maison Forestier
1986 - Início da Produção dos Vinhos Botticelli e início da Produção dos Vinhos Vale do Cactus
Produção no final da década = 500.000 L/ano
Anos 90 - Ampliação
Grupo Raymundo da Fonte adquire as instalações da Cinzano e
implantação vitivinícola Santa Maria. Criação daVinícola Bianchetti Tedesco
1999 - Ação Governamental - Decisão PolíticaDesenvolver e Consolidar o Pólo Vitivinícola
Estruturação das AçõesPrograma do Vinho do Vale do São Francisco
Ano 2000 - Consolidação do Pólo Vitivinícola
Modernização e Ampliação das vinícolas existentes: Lagoa Grande, Bella Fruta e Ducos (Pernambuco) e implantação da Vinícola Ouro Verde (Miolo/Lovara - Bahia)
O Vale representa atualmente a segunda maior região produtora de vinhos finos do Brasil, representando 15% do mercado nacional, atrás apenas do Rio Grande do Sul, sendo que a atividade vitivinícola emprega direta e indiretamente aproximadamente 30 mil pessoas.

Principais Produtores

Adega Bianchetti

É a concretização do sonho de um casal de enólogos com vasta experiência no sul do país e no Vale do São Francisco. O plantio de uvas viníferas que deu início à produção, em 1993, logo deu vida a vinhos jovens, finos e leves. Em 1998, foi lançado no mercado o primeiro Bianchetti.
Por serem produzidos em tanques de aço inox, através de moderna tecnologia, os vinhos Bianchetti conservam todas as características de uvas Moscato, Sauvignon Blanc e Cabernet Sauvignon cultivadas no Vale. O processo de fermentação controlada por refrigeração também garante o sabor dos vinhos Bianchetti, em meio ao clima quente da região.

Principais Vinhos: Moscato, Branco Leve Suave, Tinto Leve Suave, Sauvignon Blanc, Petite Syrah e Cabernet Sauvignon Bianchetti

vinhosbianchetti@bol.com.br

Vinhos Botticelli

Vinhos de personalidade forte que marcam o mercado os vinhos Botticelli entram definitivamente para a história dos vinhos finos. Em um projeto pioneiro, a Vinícola Vale do São Francisco trouxe da Europa as mais nobres castas, como Chenin Blanc, Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc, Moscato Canelli, Petit Syrah e Sylvaner, entre outras. Todas se adaptaram perfeitamente às características da região. Mais de dezoito anos de pesquisas constantes e os mais avançados sistemas de irrigação, somados às condições favoráveis do Vale, contribuem para a obtenção de vinhos jovens e aromáticos o ano inteiro.
Os vinhos Botticelli são varietais puros, de procedência de seus 200 ha de vinhedos próprios. São reconhecidos pela sua personalidade, sempre forte e marcante. Cada um deles traduz as características de nobre uva com que é produzido. Todos se destacam pelo padrão internacional de qualidade.

Principais Vinhos: Linha Tradicional (Cabernet Sauvignon, Moscato Canelli, Chenin Blanc), linha Coleção (Tannat, Ruby Cabernet, Petite Syrah, Moscato Seco), espumantes (Processo Asti e Brut).

www.botticelli.com.br


Vitivinícola Lagoa Grande

Com tradição e tecnologia na produção de vinhos. Em 1889 o imigrante italiano Francesco Garziera plantou os primeiros parreirais na serra gaúcha, nascia ali, entre os verdes vales de Bento Gonçalves e Garibaldi, o sonho hoje feito realidade da Vitivinícola Lagoa Grande. Um marco na história de quatro dos bisnetos de seu Francesco que, trazendo no sangue as mais legítimas tradições italianas/gaúchas do avô Ângelo e do pai Orfeo, especializaram-se na arte de elaborar bons vinhos. Transformando as áridas paisagens do sertão de Pernambuco em belos parreirais produtivos.
A irrigação fornece à videira a água necessária. A alta tecnologia de industrialização e ambientes totalmente climatizados possibilitam a elaboração dos vinhos Garziera. O resultado são vinhos novos que oferecem total harmonia com diversos pratos e ocasiões.


Principais vinhos: Garziera Shiraz , Garziera Cabernet Sauvignon, Carrancas Cabernet Sauvignon/Shiraz, Carrancas Vinho Fino Branco Suave, Carrancas Vinho Fino Tinto Suave, Espumante Moscatel (processo Asti) e suco de Uva: Sol do Sertão


http://www.vinhogarziera.com/


ViniBrasil

A ViniBrasil é conduzida pela Dão Sul que é uma empresa que produz vinhos nas mais importantes regiões de Portugal (Dão, Douro, Bairrada, Estremadura e Alentejo. Antiga joinventure com a Expand.A ViniBrasil tem seus vinhedos próximos da cidade de Petrolina, onde possui dois mil hectares, dos quais 200 estão em plena produção.
A ViniBrasil coloca no mercado internacional o Rio Sol que pode ser encontrado em lojas e supermercados de, por exemplo, Londres, Nova York e Tóquio. O Rio Sol também pode ser encontrado com exclusividade nas 25 lojas da Expand no país.A diferenciação do VSF deve-se essencialmente ao clima (mais de 300 dias de sol por ano) e à generosidade do Rio São Francisco, factores estes que contribuem para o designado "ciclo vegetativo contínuo", originando duas safras por ano e que permite que as várias etapas do ciclo vegetativo da videira co-existam no mesmo dia. Isto é, em diferentes parcelas conseguimos no mesmo dia fazer a poda, ver a floração da videira, provar os primeiros bagos maduros e fazer a vindima. Inacreditável para qualquer europeu!
Neste momento estamos a introduzir novas variedades nos nossos vinhedos incluindo as castas portuguesas Touriga Nacional e Aragonez. Os últimos ensaios têm dados resultados muito interessantes no que diz respeito ao potencial enológico destas duas variedades. Ainda no decorrer deste ano iremos lançar os primeiros vinhos varietais de Touriga Nacional e Aragonez.

Principais Vinhos: Rio Sol Cabernet Sauvignon e Syrah, Rio Sol Branco, Rio Sol Rose, Rio Sol Reserva Cabernet Sauvignon e Syrah, Rio Sol Reserva Syrah, Rio Sol Magnum, Rio Sol Reserva Magnum, Rio Sol Tempranillo, Rio Sol Syrah, Rio Sol Cabernet, Winemaker`s Touriga Nacional, Winemaker´s Alicante Bouchet, Winemaker`s Merlot, Paralelo 8, Espumante Rio Sol Tinto, Espumante Rio Sol Rosé , Espumante Rio Sol Brut , Espumante Rio Sol Demi-Sec , Espumante Rio Sol Moscatel
Espumante Moscatel Adega Do Vale, Espumante Adega Do Vale Brut, Adega Do Vale Cabernet Sauvignon, Adega Do Vale Cabernet Sauvignon e Syrah, Adega Do Vale Syrah, Adega Do Vale Branco, Rendeira Syrah, Rendeira Cabernet Sauvignon, Rendeira Cabernet Sauvignon e Syrah, e Brazilio tinto.

http://www.vinibrasil.com.br/

Fonte:

http://www.vinhovasf.com.br

http://www.uvibra.com.br

Foto:

http://www.sitedovinhobrasileiro.com.br